Aéreas elevam tarifas e revisam projeções financeiras

A disparada nos preços do combustível forçou aéreas globais a elevar tarifas e suspender previsões de lucro. Empresas como SAS e United também cortaram voos.

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O aumento acentuado nos preços do combustível de aviação, impulsionado pelo conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, está transformando o cenário da aviação global. Nas últimas semanas, o custo do querosene de aviação saltou de uma média de US$ 85 a US$ 90 por barril para valores entre US$ 150 e US$ 200. Este choque financeiro atinge diretamente um setor onde o combustível representa até 25% das despesas operacionais, forçando companhias aéreas a elevar tarifas e revisar projeções financeiras.

Na Europa, a AEGEAN AIRLINES da Grécia alertou que a suspensão de voos para o Oriente Médio e a alta do combustível impactarão seus resultados do primeiro trimestre. O grupo AIR FRANCE-KLM anunciou planos para elevar os preços de passagens de longa distância em 50 euros por viagem de ida e volta. O CEO da easyJet plc, Kenton Jarvis, alertou sobre o futuro dos preços:

Os consumidores europeus devem esperar preços de passagens mais elevados no final do verão, quando os hedges de combustível existentes chegarem ao fim.

A IAG, dona da British Airways, mantém os preços estáveis por enquanto devido a estratégias de hedge, enquanto a escandinava SAS cancelará cerca de 1.000 voos em abril. Na Turquia, a SunExpress aplicará uma sobretaxa de 10 euros por passageiro a partir de maio.

Na Oceania, a AIR NEW ZEALAND LTD da Nova Zelândia foi uma das primeiras a elevar tarifas e suspendeu suas projeções de lucro.

Um avião da Air New Zealand passa por um caminhão de combustível no pátio do Aeroporto de Auckland, na Nova Zelândia, 20 de setembro de 2017. REUTERS/Nigel Marple/Foto de Arquivo

A QANTAS AIRWAYS LTD da Austrália monitora a situação e planeja novos voos para a Europa, enquanto a VIRGIN AUSTRALIA HOLDINGS LT ajusta tarifas diante das pressões no Oriente Médio.

Na Ásia, a CATHAY PACIFIC AIRWAYS de Hong Kong revisará sobretaxas a cada duas semanas. A Hong Kong Airlines aumentará taxas em até 35% para destinos como Maldivas, Bangladesh e Nepal. A Greater Bay Airlines também elevará custos, exceto para rotas na China continental e Japão. Na Índia, a InterGlobe Aviation Limited e a Akasa Air introduziram taxas adicionais. No Vietnã, a VIETJET AVIATION JSC reduziu frequências, e a Vietnam Airlines busca isenção de impostos ambientais. Nas Filipinas, a Cebu Air e a Philippine Airlines expressaram preocupação com a visibilidade de custos a longo prazo. No Paquistão, as tarifas subiram até US$ 100, e na Tailândia, a Thai Airways projeta altas de até 15%.

No mercado norte-americano, a American Airlines Group Inc. estima um aumento de US$ 400 milhões em gastos. A Frontier Group Holdings, Inc. revisa seu outlook anual, e a United Airlines Holdings, Inc. está eliminando rotas deficitárias. O diretor comercial da United, Andrew Nocella, destacou a resiliência da demanda:

United tem sido capaz de aumentar as tarifas sem prejudicar materialmente as reservas em resposta ao rápido aumento nos preços do petróleo e do combustível de jato.

A Spring Airlines, da China, também confirmou novos reajustes para voos domésticos a partir de abril.

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