Alta do combustível força aéreas a elevar preços e taxas
Com o barril do combustível de aviação chegando a 200 dólares, aéreas globais elevam preços de passagens e taxas. Empresas também reduzem voos para mitigar custos.
A escalada nos preços do querosene de aviação, impulsionada pelo conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã, está transformando a economia do setor aéreo global. Em poucas semanas, os preços do combustível saltaram de uma faixa de US$ 85 a US$ 90 por barril para valores entre US$ 150 e US$ 200. Com o combustível representando até 25% das despesas operacionais, as companhias aéreas foram forçadas a elevar tarifas e revisar suas projeções financeiras em meio à volatilidade do mercado de energia, acompanhada de perto pelo índice Brent Crude Oil.
Na Europa e no Oriente Médio, os impactos são imediatos. Na Grécia, a AEGEAN AIRLINES reportou que a suspensão de voos e o aumento de custos afetarão os resultados do primeiro trimestre. O grupo AIR FRANCE-KLM planeja aumentar o preço das passagens de longa distância em 50 euros por viagem de ida e volta. Enquanto isso, no Reino Unido, a EASYJET PLC prevê passagens mais caras para o fim do verão, e a IAG, proprietária da British Airways, mantém os preços estáveis temporariamente devido a estratégias de hedge. Na Turquia, a SunExpress, uma joint venture entre a Lufthansa e a Turkish Airlines, aplicará uma sobretaxa temporária de 10 euros por passageiro a partir de maio.











