China fixa meta de petróleo e amplia reservas estratégicas
Pequim fixou a meta de petróleo em 200 milhões de toneladas anuais. O plano prevê a expansão das reservas estratégicas e o crescimento da produção de gás.
A China estabeleceu uma meta de produção anual de petróleo de 200 milhões de toneladas métricas em seu próximo plano quinquenal, um nível que já foi superado no ano passado, quando o país atingiu o recorde de 216 milhões de toneladas. A decisão de priorizar a manutenção em vez do crescimento acentuado aponta para a dificuldade crescente de extrair óleo em poços maduros e o alto custo de novas explorações em águas profundas ou em recursos de xisto. O mercado global de energia, que tem como uma de suas principais referências o Brent Crude Oil, acompanha de perto essas movimentações do maior importador mundial. Enquanto a produção de petróleo busca estabilidade, o consumo doméstico deve atingir seu pico até 2030, auxiliado pela rápida eletrificação da frota de veículos chinesa. Em contrapartida, o governo continua impulsionando o crescimento na produção de gás natural e planeja avançar com os trabalhos preliminares do gasoduto Power of Siberia 2, que ligará campos de gás da Rússia ao norte chinês através da Mongólia. Outro ponto central do plano é a expansão das reservas estratégicas de petróleo. Pequim pretende aumentar seus estoques nacionais e construir novos projetos de armazenamento, embora os detalhes sobre o volume exato dessas reservas permaneçam sob sigilo oficial. Analistas de mercado estimam que os estoques atuais estejam em torno de 900 milhões de barris, o que representa quase três meses de importações. O plano para o período de 2026 a 2030 também prevê o fortalecimento da tecnologia para a produção de combustíveis a partir do carvão.











