Plano chinês foca em terras raras e segurança energética
Pequim detalhou o novo plano quinquenal com foco em terras raras e segurança energética. O projeto prevê o pico do carvão e novas metas agrícolas para 2030.
A China apresentou seu 15º plano quinquenal durante sua reunião parlamentar anual, delineando as prioridades de Pequim para a economia e os setores que receberão apoio político e financiamento. O documento estabelece diretrizes cruciais para os mercados globais de commodities nos próximos cinco anos.

No setor de metais e minerais críticos, o governo chinês destacou pela primeira vez em um plano quinquenal sua vantagem competitiva em terras raras, comprometendo-se a manter a liderança e modernizar a indústria, um movimento monitorado de perto por players como a LYNAS RARE EARTHS LTD. Pequim também planeja aprimorar seu sistema de controle de exportações, que anteriormente causou escassez de minerais críticos no exterior. O impulso para expandir a energia limpa deve elevar a demanda por cobre e alumínio devido à construção massiva da rede elétrica, afetando o mercado de empresas como a COPPERNICO METALS INC e a Daiki Aluminium Industry Co., Ltd.. Além disso, o país buscará intensificar a exploração e mineração doméstica para reduzir a dependência de importações de minério de ferro, o que impacta o cenário para a CENTRAL IRON ORE LTD.
O combate ao excesso de capacidade em indústrias pesadas continua sendo uma prioridade. O plano promete enfrentar o excedente na produção de aço, petroquímicos e fundição de cobre, embora não tenha estabelecido metas específicas de corte de produção. No entanto, foram definidos objetivos de economia de energia para acelerar a reestruturação nesses setores intensivos em carbono, afetando gigantes como a Steel Dynamics, Inc. e a I G Petrochemicals Limited.
Em relação ao clima e energia, a meta é reduzir a intensidade de carbono em 17%, um valor ligeiramente inferior ao objetivo de 18% do ano anterior. O governo sinalizou que o consumo de carvão deve atingir o pico nos próximos cinco anos, mas omitiu termos sobre a redução gradual, deixando aberta a possibilidade de um platô no consumo. Esse cenário é relevante para exportadores como a Warrior Met Coal, Inc.. Paralelamente, o país estabeleceu que 25% de toda a energia consumida deve vir de fontes não fósseis até 2030.
No segmento de petróleo e gás, a prioridade será manter a produção doméstica estável em 200 milhões de toneladas anuais, enquanto as reservas estratégicas e a produção de gás continuam em expansão. Enquanto o mercado global observa o Brent Crude Oil e a atuação de empresas como a Oil and Natural Gas Corporation Limited, a China confirmou o avanço nos trabalhos iniciais do gasoduto Power of Siberia 2 e a expansão do setor de conversão de carvão em líquidos.
Para a agricultura, o objetivo é elevar a produção anual de grãos para 725 milhões de toneladas métricas até 2030, contando com novas tecnologias e maiores rendimentos, o que envolve o setor de sementes e tecnologia agrícola como a GRAINES VOLTZ SA. O plano também enfatiza a segurança de suprimentos no exterior e a regulação da indústria de suínos, além do apoio aos setores de laticínios e carne bovina, representados por empresas como a China Mengniu Dairy Company Limited e o MASTERBEEF GROUP.
Este relatório foi compilado com informações de Pequim, Xangai e Singapura.








