China exige que refinarias mantenham produção de combustível
Pequim ordenou que refinarias independentes mantenham a produção para garantir o suprimento interno. A medida visa conter os impactos da guerra com o Irã.
O planejador estatal da China emitiu uma orientação para que as refinarias independentes do país não reduzam suas taxas de operação abaixo da média dos últimos dois anos. A medida visa garantir a segurança do suprimento doméstico de combustível diante das incertezas no mercado global de energia. A decisão da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) surge em um momento em que as refinarias menores, conhecidas como "teapots", eram incentivadas a cortar o processamento de petróleo bruto devido à escalada nos preços internacionais.
O aumento nos custos do Petróleo Brent e do Petróleo West Texas é impulsionado pelo conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã. Essa volatilidade, somada a uma demanda interna por combustíveis que permanece enfraquecida, vinha pressionando as margens das empresas do setor.

Segundo dados de mercado reportados em Singapura, essas refinarias operaram com cerca de 55% de sua capacidade entre fevereiro e março. O governo chinês, que regula as importações por meio de um sistema rigoroso de cotas, alertou que o descumprimento das orientações de produção pode resultar em cortes nessas permissões de importação de matéria-prima. Como precaução adicional contra possíveis faltas de combustível decorrentes da instabilidade no Oriente Médio, as autoridades chinesas já haviam suspendido as exportações de produtos refinados no mês passado, mantendo as restrições em vigor durante o mês de abril.










