Barkin do Fed vê choque do petróleo como temporário
Barkin afirma que o consumo segue resiliente apesar da alta dos combustíveis. O dirigente do Fed prevê um caminho gradual para a meta de inflação de 2%.
O presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin, afirmou que as empresas e os consumidores nos Estados Unidos continuam a ver a alta nos preços do petróleo sob uma ótica de curto prazo. Barkin destacou que, apesar do aumento nos custos de energia, ainda não há evidências claras de que os consumidores tenham reduzido drasticamente seus gastos ou que as expectativas de inflação tenham se desancorado de maneira preocupante. > Meu instinto é que vocês ainda têm uma visão de curto prazo sobre isso. O dirigente baseou sua análise em dados de gastos com cartões de crédito e em diálogos frequentes com executivos de diversos setores. Barkin observou que, embora o gasto com combustíveis tenha crescido, o consumo em outras áreas permanece saudável. > Os gastos com gasolina aumentaram muito, obviamente, mas o restante do consumo ainda parece bastante saudável. Ele explicou que um custo adicional temporário de US$ 10 a US$ 15 não altera fundamentalmente o padrão de vida, mas uma percepção de que a alta será duradoura poderia mudar o comportamento do consumidor. Desde o início das operações militares no Irã, os preços globais de energia têm mostrado forte volatilidade. O petróleo Brent superou os US$ 119 por barril antes de recuar para a faixa de US$ 102. Nesse contexto, o desempenho de empresas do setor, como a OILES CORP, é acompanhado de perto por investidores. Paralelamente, o preço médio da gasolina atingiu US$ 4,06, o maior valor desde 2022, segundo dados da ALTERNATIVE ACCESS FIRST PRI. O Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% em sua última reunião. Barkin afirmou que o cenário para uma elevação dos juros estaria ligado a uma mudança nas expectativas inflacionárias. > O caso para uma alta seria em torno das expectativas de inflação começando finalmente a se mover. Já a possibilidade de cortes dependeria de uma convergência mais rápida da inflação para a meta de 2% ou de um enfraquecimento no mercado de trabalho. O dirigente também identificou uma disparidade no poder de precificação entre os setores de bens e serviços. No setor de bens, os varejistas sentem que os consumidores estão exaustos com os aumentos de preços, enquanto no setor de serviços, especialmente para o público de alta renda, as empresas ainda conseguem repassar custos. > Eu vejo um caminho gradual, não um caminho rápido.










