Ações de aéreas oscilam com retomada de voos no Golfo
As ações de aéreas operam de forma mista com a retomada de voos em Dubai. O setor segue pressionado pela alta do combustível e incertezas no Oriente Médio.
As ações das companhias aéreas globais apresentaram um desempenho divergente nesta quinta-feira, refletindo a instabilidade no setor de aviação causada pelo conflito no Oriente Médio. Enquanto algumas empresas recuperaram terreno com a retomada gradual de voos, outras registraram queda devido à disparada dos preços do petróleo. A volatilidade ocorre após os ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, o que gerou uma interrupção massiva no mercado aéreo mundial. Governos de diversos países estão mobilizados para organizar voos de repatriação para dezenas de milhares de cidadãos retidos. O fechamento de grande parte do espaço aéreo regional, devido ao risco de mísseis atingirem aeronaves civis, paralisou centros logísticos importantes. Nos Emirados Árabes Unidos, as decolagens no Aeroporto Internacional de Dubai mais do que dobraram na quarta-feira, embora a atividade permaneça muito abaixo dos níveis normais. No mercado financeiro de Hong Kong, as ações da CATHAY PACIFIC AIRWAYS subiram, reduzindo as perdas acumuladas na semana. Movimento semelhante foi observado na Coreia do Sul com a Korean Air Lines Co., Ltd.. No entanto, no Japão, a Japan Airlines Co., Ltd. recuou 1%. Na China, as principais transportadoras enfrentaram perdas, com quedas registradas pela AIR CHINA LTD-H, pela CHINA EASTERN AIRLINES CO-H e pela China Southern Airlines Company Limited. Gary Ng, economista sênior da Natixis, destacou que as companhias aéreas asiáticas são altamente sensíveis à situação iraniana devido à exposição às rotas e aos custos de energia. > "Qualquer notícia sobre a redução da duração da guerra pode facilmente mudar o sentimento." O cenário europeu também foi de cautela. A Deutsche Lufthansa AG, o International Consolidated Airlines Group S.A. e a Ryanair Holdings plc registraram quedas em seus papéis. A Wizz Air Holdings Plc teve uma baixa mais acentuada de 6%, após sinalizar um impacto de US$ 58 milhões em seus lucros devido ao conflito. Companhias como Emirates e Etihad Airways estão operando serviços limitados através de corredores aéreos seguros. > "A Emirates pode confirmar que está operando atualmente um cronograma de voos reduzido até novo aviso." A Qatar Airways anunciou voos de socorro a partir de Omã para destinos como o Reino Unido, Alemanha e Itália. Enquanto isso, o Departamento de Estado norte-americano informou que milhares de americanos já retornaram do Oriente Médio, e o Canadá também trabalha na repatriação de seus cidadãos. Paralelamente, os preços do combustível de aviação atingiram níveis recordes em Cingapura devido às preocupações com a oferta. Kenny Ng, estrategista da China Everbright Securities International, comentou sobre a sustentabilidade da recuperação das ações. > "Por enquanto, considero que esta recuperação é principalmente de natureza de curto prazo." No campo diplomático, surgiram sinais de um possível alívio com relatos de abertura para conversas entre o Irã e agências de inteligência ocidentais. Contudo, as restrições de espaço aéreo continuam forçando as companhias a desviar rotas, exigindo combustível extra e paradas adicionais. Viajantes retidos tentam deixar a região por terra através da Arábia Saudita ou Omã, onde o espaço aéreo permanece aberto.











