Salários no Reino Unido crescem 3,6% acima do esperado
O crescimento salarial britânico desacelerou para 3,6% no trimestre até fevereiro, superando as previsões. Novas pressões inflacionárias adiam cortes de juros.
O crescimento salarial no Reino Unido demonstrou uma resiliência maior do que a antecipada pelo mercado nos três meses encerrados em fevereiro. Segundo dados do Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS), os ganhos semanais médios regulares, que excluem bônus, registraram uma alta anual de 3,6%. O resultado superou a estimativa de analistas consultados pela Reuters, que previam uma desaceleração para 3,5%, vindo de um patamar de 3,8% no período anterior. A dinâmica do mercado de trabalho britânico está sendo monitorada de perto pelo Banco da Inglaterra (BoE). Até a eclosão do conflito envolvendo o Irã no fim de fevereiro, a autoridade monetária demonstrava preocupação com o enfraquecimento das contratações. Contudo, novas pressões inflacionárias surgiram devido ao salto nos preços de energia, impulsionado pela guerra no Oriente Médio. Esse movimento afetou diretamente commodities como o Petróleo Brent e o Gás Natural, levando economistas a adiarem as previsões sobre quando o BoE poderá retomar o corte nas taxas de juros. Autoridades do banco central afirmam que o cenário econômico mais fraco deve dificultar a pressão dos trabalhadores por aumentos salariais. > O cenário econômico fraco provavelmente tornará mais difícil para os trabalhadores exigirem maiores aumentos salariais em resposta ao aumento esperado da inflação. A manutenção de um crescimento salarial acima do esperado sugere que o caminho para a redução dos custos de empréstimos pode ser mais longo do que o inicialmente previsto.








