Seul avalia gastos de emergência ante a crise energética
O presidente Lee Jae Myung avalia medidas fiscais de emergência devido à guerra no Irã. Plano busca mitigar impactos e foca na transição para energia renovável.
A Coreia do Sul planeja responder de forma mais vigorosa à situação do fornecimento de energia decorrente da guerra no Irã, podendo considerar medidas fiscais de emergência. O presidente Lee Jae Myung afirmou nesta terça-feira que a atual crise global representa uma oportunidade para o país realizar uma transição para uma política energética mais sustentável, incluindo um impulso mais rápido para aumentar o uso de energias renováveis.

Durante uma reunião de gabinete, Lee destacou a necessidade de monitoramento diário e respostas políticas preventivas para enfrentar a volatilidade do mercado.
Dada a nossa elevada dependência externa e a grande parcela de importações para energia, precisamos de uma resposta energética cada vez mais minuciosa e refinada.
O presidente ressaltou que a constituição permite ao governo implementar ordens fiscais de emergência em situações de crise. Lee enfatizou a importância de agir com determinação diante dos desafios econômicos impostos pelo cenário internacional.
Quero enfatizar que precisamos responder de forma rápida e ousada ao grau máximo.

O governo sul-coreano já estabeleceu um teto para os preços dos combustíveis e restringiu a exportação de nafta, setor de atuação da Naphtha Israel Petroleum Corp. Ltd., após a interrupção dos suprimentos vindos do Oriente Médio, de onde o país obtém 70% do seu petróleo. Além disso, as autoridades estão preparando um orçamento extra para amortecer o impacto sobre consumidores e indústrias, com previsão de gastos fiscais adicionais em abril, assim que a proposta for aprovada pelo Parlamento.
Autoridades presentes na reunião informaram que os suprimentos de gás natural, acompanhados por empresas como a Natural Gas Services Group, Inc., além de nafta e ureia — essenciais para a produção de fertilizantes e operação de veículos a diesel — permanecem estáveis. Lee também manifestou disposição para enviar enviados especiais ao Oriente Médio para negociar soluções diplomáticas.
Atualmente, cerca de 26 embarcações sul-coreanas estão retidas no Golfo Pérsico devido ao bloqueio de fato do Estreito de Ormuz pelo Irã. No entanto, o governo tem trabalhado com parceiros na região para viabilizar o transporte de energia através de rotas alternativas, buscando garantir a segurança energética nacional.









