Coreia do Sul proíbe acúmulo de insumos petroquímicos
Coreia do Sul proíbe o acúmulo de insumos petroquímicos para estabilizar a oferta durante a crise no Irã. A medida limita estoques e entra em vigor amanhã.
O governo da Coreia do Sul anunciou que proibirá o acúmulo de matérias-primas petroquímicas fundamentais e introduzirá controles de emergência sobre a oferta e demanda. A iniciativa surge como um esforço das autoridades para estabilizar as cadeias de suprimento globais diante da escalada da crise no Irã.
A regulamentação, com vigência prevista entre 15 de abril e 30 de junho, veda o armazenamento excessivo de sete insumos derivados de nafta, como etileno, propeno, butadieno, benzeno, tolueno e xileno. O mercado monitora de perto empresas do setor, como a Naphtha Israel Petroleum Corp, devido à volatilidade nos preços dos derivados de petróleo. Da mesma forma, produtores regionais como a Egyptian Propylene & Polypro podem sentir os reflexos das mudanças nas dinâmicas de estoque e exportação na Ásia.
De acordo com as novas diretrizes, as companhias que operam com esses materiais não poderão manter inventários que superem em 80% os volumes registrados no mesmo intervalo do ano passado. O Ministério da Indústria sul-coreano destacou a importância de evitar distorções no mercado interno durante este período de incerteza geopolítica.
Sob a medida, as empresas que lidam com esses materiais serão impedidas de manter estoques superiores a 80% acima dos níveis do mesmo período do ano anterior.
A decisão reflete a preocupação do país asiático com a segurança energética e a manutenção da produção industrial, visto que a Coreia do Sul é um dos maiores hubs petroquímicos do mundo.









