Nigéria corta tarifas de importação para conter inflação
A Nigéria reduzirá tarifas sobre alimentos e veículos em julho para aliviar o custo de vida. A medida busca mitigar a inflação causada pelo conflito no Irã.
A Nigéria planeja reduzir as tarifas de importação de alimentos, veículos e insumos industriais a partir de 1º de julho. A medida, anunciada pela presidência nesta terça-feira, busca conter a inflação e aliviar o custo de vida no país mais populoso da África. As reduções abrangem itens essenciais como arroz, Açúcar, óleo de palma e materiais de construção, com isenções totais previstas para veículos elétricos, ônibus de transporte de massa e maquinário industrial. A inflação no país recuou para 15,06% em fevereiro, vinda de um pico de 33% em dezembro de 2024, mas permanece elevada e sob nova pressão devido ao conflito envolvendo o Irã. A instabilidade geopolítica tem afetado os preços globais de energia, impactando referências como o Petróleo Brent e o Petróleo West Texas, o que eleva os custos operacionais internamente. Sob o novo regime, os impostos sobre veículos de passeio cairão para 40%, o arroz a granel para 47,5% e o açúcar bruto para uma faixa entre 55% e 57,5%. O governo destacou que as medidas são parte de um esforço fiscal para reduzir os preços de insumos para empresas e os custos domésticos. O Ministro das Finanças, Wale Edun, informou que buscará apoio financeiro nas reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial, citando o impacto da guerra nos preços dos combustíveis. > Desde o início do conflito, os preços da gasolina saltaram mais de 50% para cerca de 1.330 nairas por litro, enquanto o diesel subiu mais de 70% para cerca de 1.550 nairas, pressionando o transporte, a manufatura e as pequenas empresas. As autoridades esperam que a redução das tarifas ajude a mitigar os efeitos da alta dos combustíveis e a estabilizar a economia nigeriana diante dos desafios globais.








