MTR e Cathay buscam 17 bilhões de dólares de Hong Kong
MTR e Cathay Pacific buscam 17 bilhões de dólares de Hong Kong em títulos de dívida. O movimento ocorre em um ano recorde para o mercado de capitais local.
Duas das maiores corporações de Hong Kong, a operadora de transportes MTR Corp e a companhia aérea Cathay Pacific Airways, estão se preparando para captar ao menos 17 bilhões de dólares de Hong Kong (aproximadamente US$ 2,17 bilhões) por meio de novas emissões de dívida. O movimento reflete o aquecimento recorde do mercado de títulos na moeda local neste início de ano. Dados da LSEG revelam que o volume de emissões em dólares de Hong Kong atingiu 115,7 bilhões até o dia 21 de abril, representando um crescimento de 16,4% em comparação ao mesmo período do ano passado. Este é o maior valor já registrado para o intervalo inicial do ano. Em 2025, o total anual de emissões alcançou a marca histórica de 360,6 bilhões de dólares de Hong Kong, superando os números de 2024 em cerca de 17%. A MTR Corp, que opera o sistema de metrô e possui vastas propriedades imobiliárias, planeja levantar pelo menos 15 bilhões de dólares de Hong Kong. A operação deve ser estruturada em três tranches de títulos verdes com vencimentos de 5, 10 e 30 anos. De acordo com informações de mercado, a demanda dos investidores já ultrapassou 60 bilhões de dólares de Hong Kong, o que pode levar a empresa a aumentar o tamanho da oferta para até 20 bilhões. Em uma frente separada, a Cathay Pacific busca captar cerca de 2 bilhões de dólares de Hong Kong por meio de títulos de taxa fixa. A emissão ocorre em um contexto de volatilidade global, enquanto o mercado monitora os riscos geopolíticos envolvendo o Irã e a estabilidade do Estreito de Ormuz. Esses fatores têm pressionado os custos de combustível para cima, impactando diretamente o setor aéreo. A companhia aérea planeja oferecer títulos com prazos de três ou cinco anos. O HSBC coordena o programa de notas de médio prazo da Cathay Pacific, que conta ainda com a participação de grandes instituições financeiras globais, incluindo Barclays, BNP Paribas, Morgan Stanley e Standard Chartered. Recentemente, a Cathay Pacific informou que reduzirá a frequência de alguns voos entre maio e junho devido ao encarecimento do combustível de aviação provocado pelas tensões internacionais.










