Bancos centrais mantêm juros e preveem altas pela guerra
Bancos centrais mantêm juros mas alertam para a inflação devido à guerra. O choque nos preços de energia fez mercados projetarem novas altas em vez de cortes.
A maioria dos principais bancos centrais das economias desenvolvidas manteve as taxas de juros inalteradas nesta semana, mas sinalizou prontidão para agir contra a inflação, caso o choque energético provocado pela guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irã gere uma nova escalada de preços. Desde o início do conflito, investidores reduziram as expectativas de cortes nas taxas pelo Federal Reserve e passaram a prever altas em outras regiões, como no Banco Central Europeu e no Banco da Inglaterra.
Na Austrália, o banco central elevou os juros pelo segundo mês consecutivo para 4,1%, alertando para os riscos inflacionários da guerra. Com o núcleo da inflação em 3,4% e subindo, mercados preveem ao menos mais duas altas este ano. Já na Noruega, o Norges Bank, que reduziu taxas apenas duas vezes no ano passado, deve realizar um novo aumento até agosto devido à inflação persistente.











