Diplomacia da Índia libera navios no Estreito de Ormuz
O diálogo com o Irã garantiu a travessia de navios indianos no sábado. Jaishankar prefere a diplomacia às escoltas militares sugeridas pelos Estados Unidos.
O ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, afirmou que o diálogo direto com o Irã é o método mais eficaz para garantir a reabertura do Estreito de Ormuz para o transporte marítimo. Em entrevista ao Financial Times publicada neste domingo, o diplomata destacou que as negociações diplomáticas já renderam resultados práticos para o país, oferecendo uma alternativa à militarização da região. A declaração ocorre em um momento de alta tensão, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter solicitado no sábado que diversas nações enviem navios de guerra para proteger a passagem estratégica. A movimentação militar seria uma resposta às ações de forças iranianas em meio aos confrontos com os norte-americanos e Israel. Trump defendeu que países como China, França, Japão, Coreia do Sul e o Reino Unido deveriam colaborar na proteção da passagem, por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial. Jaishankar citou como exemplo de sucesso da diplomacia a travessia segura de dois navios de gás liquefeito de petróleo (GLP) com bandeira indiana, o Shivalik e o Nanda Devi, que transportavam aproximadamente 92.712 toneladas métricas de carga no último sábado. > "Certamente, do ponto de vista da Índia, é melhor que raciocinemos, coordenemos e encontremos uma solução do que não o façamos." O chanceler esclareceu que não existe um acordo geral para todos os navios indianos e enfatizou que o governo iraniano não recebeu contrapartidas pela liberação. Questionado sobre a possibilidade de países europeus replicarem o modelo indiano, Jaishankar ressaltou que cada relacionamento com o Irã se sustenta em seus próprios méritos, mas demonstrou abertura para compartilhar a experiência com a União Europeia. > "Embora este seja um desenvolvimento bem-vindo, há uma conversa contínua porque há um trabalho contínuo nisso."











