Irã exige coordenação para cruzar Estreito de Ormuz
O Irã exige coordenação com a Guarda Revolucionária para o trânsito de navios no Estreito de Ormuz. O acordo prevê o desbloqueio de ativos financeiros do país.
O governo do Irã anunciou que todas as embarcações civis podem agora navegar pelo Estreito de Ormuz, desde que a passagem seja coordenada com o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC). Segundo uma autoridade sênior iraniana, o desbloqueio de ativos financeiros do país faz parte do acordo para a normalização do tráfego na via marítima vital. O Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou em comunicado que o estreito foi liberado após a consolidação de um cessar-fogo no Líbano. Paralelamente, o governo dos Estados Unidos indicou que um acordo para encerrar as hostilidades na região pode estar próximo, embora os detalhes sobre o cronograma permaneçam incertos. A autoridade iraniana explicou que o trânsito será restrito a rotas consideradas seguras por Teerã, mantendo a proibição estrita para navios militares. Até mesmo embarcações comerciais norte-americanas terão permissão de passagem, desde que não transportem ativos de guerra. A navegação ocorrerá sob autorização direta dos Guardas e da Organização Portuária e Marítima do Irã para garantir a segurança do tráfego. A reabertura do estreito é um fator crítico para os mercados globais de energia, influenciando diretamente a volatilidade do Petróleo Brent e do Petróleo West Texas, dado que a região é o principal gargalo para o escoamento da produção do Oriente Médio. Associações da indústria naval informaram que estão revisando as novas diretrizes de segurança. Arsenio Dominguez, secretário-geral da agência marítima da ONU, a Organização Marítima Internacional (IMO), comentou sobre o processo de verificação das condições impostas. > Estamos verificando o anúncio recente relacionado à reabertura do Estreito de Ormuz em termos de conformidade com a liberdade de navegação para todos os navios mercantes e passagem segura.











