FMI prevê novos pedidos de ajuda por crise energética
Kristalina Georgieva alertou para interrupções nas cadeias de suprimento e pediu medidas de economia de combustível. O crescimento global pode cair para 2,5%.
A Diretora-Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou que pelo menos doze países devem solicitar novos programas de empréstimo para lidar com a disparada dos preços de energia e as interrupções nas cadeias de suprimentos provocadas pelo conflito no Oriente Médio. Durante uma coletiva de imprensa nas reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial, Georgieva destacou que diversas nações da África Subsaariana já buscam auxílio financeiro para mitigar os impactos econômicos da crise.
A estimativa é que as perturbações decorrentes da guerra gerem uma demanda por suporte financeiro entre US$ 20 bilhões e US$ 50 bilhões. Esse montante engloba novos financiamentos e a ampliação de programas já existentes. A instabilidade geopolítica tem pressionado os mercados globais, afetando diretamente os preços do Petróleo Brent e do Petróleo West Texas, o que sobrecarrega as economias dependentes de importação de combustíveis.











