Glencore usa estoques em Wuxi para suprir falta de cobalto
Glencore retira estoques da bolsa de Wuxi para suprir demanda na China. A escassez decorre de cotas de exportação impostas pela República Democrática do Congo.
A negociadora de commodities Glencore plc recorreu aos estoques de cobalto da bolsa de Wuxi, na China, para cumprir compromissos com fabricantes de baterias para veículos elétricos no país, diante da oferta limitada do metal. A companhia, sediada na Suíça, supre seus clientes chineses com o cobalto extraído na República Democrática do Congo, nação que detém 72% da oferta global do insumo, estimada em quase 268.000 toneladas métricas no ano passado. O governo congolês suspendeu as exportações em fevereiro do ano passado para sustentar os preços, que haviam atingido mínimas de nove anos, retomando o fluxo apenas sob um sistema de cotas em outubro. Anteriormente, a Glencore conseguiu transportar para o mercado chinês o cobalto que havia estocado na Malásia, mas o volume atual é insuficiente para atender às suas obrigações contratuais no país asiático. Os estoques de cobalto em Wuxi reduziram-se em mais de 50% desde o fim de janeiro, totalizando cerca de 3.934 toneladas, com a Glencore absorvendo a maior parte desse montante. Segundo seu relatório de produção de 2025, a empresa produziu 33.500 toneladas no Congo no último ano e planeja exportar 22.800 toneladas este ano sob o sistema de cotas aplicável até o fim de 2027. > O cobalto produzido em excesso às cotas alocadas continua a ser armazenado no país e será vendido conforme as circunstâncias permitirem. Desde fevereiro de 2025, os preços do metal cobalto saltaram 160%, atingindo US$ 26 por libra ou US$ 57.320 por tonelada, impulsionados pela escassez gerada pelas restrições de exportação. O cobalto congolês, subproduto da extração de cobre, é comercializado na forma de hidróxido para a fabricação de sulfato de cobalto para baterias de íon-lítio. Negociantes afirmam que os pagamentos pelo hidróxido — conhecidos como payables — atingiram a marca histórica de 100% do preço do metal, em comparação aos 55% registrados em janeiro de 2025.








