Virtus Minerals exagerou histórico de mineração no Congo
A Virtus Minerals exagerou seu histórico no Congo ao alegar operar uma usina inativa. O acordo busca reduzir a influência da China no setor de mineração.
Uma empresa dos Estados Unidos central nos esforços do governo norte-americano para garantir minerais críticos na República Democrática do Congo teria exagerado sua experiência no setor de mineração, segundo uma investigação realizada pela Reuters. A Virtus Minerals, que adquiriu as minas da Chemaf em março por US$ 30 milhões, afirmou em seu site oficial possuir um histórico operacional no país africano através da gestão de uma planta de processamento de cobre e cobalto. No entanto, documentos da empresa, registros judiciais e cinco fontes com conhecimento direto do assunto indicam que a Virtus nunca adquiriu a referida instalação, que permanece inativa desde 2012.
O acordo com a Chemaf representa o primeiro investimento físico da parceria estratégica de minerais assinada no ano passado entre Washington e Kinshasa. Por meio deste pacto, os norte-americanos concordaram em ajudar o Congo a atrair investimentos para seu setor de mineração em troca de acesso preferencial a minerais essenciais, em uma tentativa de reduzir a hegemonia de longa data da China na indústria local. Um alto funcionário congolês familiarizado com o processo de aprovação afirmou que a experiência em segurança dos principais executivos da Virtus foi um fator na decisão de Kinshasa, dado que Washington tem mediado esforços de paz entre o Congo e a vizinha Ruanda.




