Líderes da UE exigem reforma do mercado de carbono até julho
A UE solicitará uma revisão do sistema de emissões até julho de 2026. O plano visa reduzir a volatilidade e mitigar o impacto nos preços da eletricidade.
Lideranças governamentais da União Europeia preparam-se para solicitar que a Comissão Europeia apresente propostas de reforma para o mercado de carbono do bloco até julho de 2026. Segundo rascunhos das conclusões de uma cúpula prevista para o dia 19 de março, os chefes de Estado devem demandar uma revisão do Sistema de Comércio de Emissões (ETS) com o intuito de conter a volatilidade dos preços e reduzir os reflexos nas tarifas de energia elétrica. O rascunho reforça que a reformulação deve manter a centralidade do ETS na estratégia de transição energética europeia. A manutenção do sistema ocorre apesar de apelos de nações como a Eslováquia e a República Tcheca, que defenderam a suspensão ou a flexibilização das regras como mecanismo para baratear os custos energéticos. Até o momento, a Comissão Europeia indicava que a proposta seria apresentada no terceiro trimestre de 2026, sem precisar uma data. A nova exigência dos líderes busca antecipar e formalizar o prazo para o início do segundo semestre.






