UE renova sanções contra Rússia por mais seis meses
O bloco europeu estendeu as medidas restritivas até setembro após impasses diplomáticos. Cerca de 2.600 nomes seguem com ativos congelados e restrições legais.
A União Europeia decidiu prorrogar por mais seis meses as sanções contra indivíduos e entidades acusados de apoiar a guerra da Rússia contra a Ucrânia. A medida foi confirmada após um impasse gerado pelos vetos mantidos pela Hungria e pela Eslováquia. O Conselho, órgão que representa os 27 Estados-membros do bloco, informou que as medidas restritivas que visam os responsáveis por minar ou ameaçar a integridade territorial, a soberania e a independência do território ucraniano foram prolongadas até o dia 15 de setembro. Apesar da renovação geral, o bloco europeu retirou as sanções de dois indivíduos vivos e removeu cinco pessoas falecidas da lista. Entre os indivíduos retirados está Niels Troost, um cidadão dos Países Baixos que havia sido incluído na lista de sanções por negociar petróleo russo, segundo informações de um diplomata europeu. Atualmente, cerca de 2.600 indivíduos e entidades estão sujeitos a medidas que incluem restrições de viagem, congelamento de ativos e a proibição de disponibilizar fundos ou outros recursos econômicos. As sanções da União Europeia têm se expandido de forma constante desde o início da invasão em larga escala em fevereiro de 2022. Diplomatas europeus relataram que as autoridades húngaras e eslovacas haviam buscado anteriormente a remoção de diversos oligarcas russos da lista de sanções. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, fez um apelo recente para que o bloco suspenda as sanções sobre a energia russa devido à disparada dos preços, impulsionada também por tensões envolvendo o Irã. Além das questões políticas, a Hungria e a Eslováquia manifestaram preocupações em relação ao fluxo de petróleo através do oleoduto Druzhba. No cenário global de infraestrutura energética, empresas como a Pembina Pipeline Corporation monitoram de perto os impactos das sanções e das mudanças nas rotas de fornecimento de combustíveis fósseis que afetam os mercados internacionais.










