Ucrânia ataca infraestrutura russa após alívio de sanções
Zelensky afirmou que ataques de longo alcance mantêm a pressão sobre Moscou. A ofensiva ucraniana já paralisou 40% da capacidade russa de exportar petróleo.
A Ucrânia está intensificando o uso de ataques de longo alcance contra a infraestrutura de energia da Rússia para manter a pressão sobre o Kremlin, após o relaxamento das sanções internacionais sobre o petróleo russo devido à guerra no Irã. O presidente Volodymyr Zelenskiy afirmou que Kiev adotou essa estratégia própria diante da diminuição da pressão global sobre Moscou.

Recentemente, os Estados Unidos concederam uma isenção de 30 dias para que países comprem petróleo e derivados russos que estavam retidos em alto-mar, visando estabilizar os mercados energéticos globais. Essa decisão foi criticada por aliados europeus da Ucrânia, que buscam encerrar o conflito que já dura quatro anos por meio de isolamento econômico severo.
Zelenskiy comentou a mudança na política internacional de sanções durante uma entrevista realizada na última quarta-feira.
A pressão sobre a Rússia no mundo está diminuindo; portanto, ao contrário da maioria dos países, a Ucrânia tem suas próprias sanções: suas capacidades de longo alcance.
Ataques recentes de drones ucranianos atingiram os portos de Ust-Luga e Primorsk, no Mar Báltico, provocando incêndios visíveis da Finlândia. Cálculos baseados em dados de mercado indicam que pelo menos 40% da capacidade de exportação de petróleo da Rússia foi paralisada em decorrência desses ataques e de problemas logísticos. Esta interrupção é considerada a mais grave na história moderna da Rússia, o segundo maior exportador mundial da commodity.
O impacto dessas ações militares atinge diretamente a receita do governo russo e gera incertezas em mercados industriais. Empresas globais, incluindo a Oiles Corporation, monitoram as consequências na infraestrutura e na cadeia de suprimentos energética. Especialistas alertam que danos permanentes em terminais de armazenamento podem interromper o fluxo por oleodutos por períodos extensos.
Zelenskiy reforçou a necessidade de manter a ofensiva contra alvos estratégicos para evitar que Moscou prossiga com a invasão sem interrupções.
Se a Ucrânia não responder aos seus ataques, a Rússia simplesmente continuará a guerra e nem sequer pensará em pausas.
A Transneft, estatal russa, informou que tentará redirecionar as exportações dos portos afetados, embora a extensão dos danos causados por drones que percorreram mais de 900 km apresente desafios significativos para a logística russa.









