Bruxelas recusa suspender taxa de carbono em fertilizantes
Bruxelas rejeitou o pedido francês para pausar a taxa de carbono sobre fertilizantes. O bloco quer evitar a dependência externa e apoiar a produção em abril.
A Comissão Europeia rejeitou novamente, nesta segunda-feira, um pedido da França e de outros países para suspender a taxa de emissões de CO2 sobre fertilizantes importados. O governo francês e seus aliados argumentam que a medida ajudaria os agricultores que enfrentam preços elevados no setor.

Durante uma reunião de ministros da agricultura em Bruxelas, o Comissário de Agricultura da UE, Christophe Hansen, afirmou que, embora os preços altos sejam preocupantes para o setor agrícola, a suspensão do mecanismo de ajuste de carbono na fronteira poderia agravar a dependência de importações.
E, por isso, devemos ter muito cuidado com esta questão.
Hansen informou que a União Europeia está elaborando um plano para lidar com as instabilidades no mercado de fertilizantes. Uma reunião urgente foi convocada para o dia 13 de abril com representantes da indústria para discutir formas de apoiar a produção europeia e reduzir vulnerabilidades externas.
O comissário sugeriu que, em vez de suspender a taxa, uma opção mais viável seria utilizar a receita arrecadada pelo tributo para estabilizar os preços pagos pelos produtores rurais. O sistema de cobrança de carbono da UE, iniciado em 1º de janeiro, incide sobre produtos importados como fertilizantes, aço e cimento. O mecanismo visa proteger a indústria europeia de concorrentes de países com leis climáticas menos rigorosas.
Além da administração francesa, países como a Itália e a Croácia também defendem a interrupção da cobrança para o setor de fertilizantes. A Ministra da Agricultura da França, Annie Genevard, destacou que os conflitos envolvendo o Irã têm agravado a situação, elevando os custos da ureia, um componente essencial para a produção agrícola.
Os custos de produção aumentaram, por isso existe um impasse econômico para os produtores.
O governo francês, que tem enfrentado protestos frequentes de agricultores nos últimos dois anos, já havia solicitado a isenção em janeiro. Por outro lado, os produtores europeus de fertilizantes se opõem à suspensão da taxa. Embora Bruxelas tenha negado uma pausa imediata, os Estados-membros da UE estão negociando uma emenda que poderá permitir isenções temporárias no futuro, assim que a alteração legislativa entrar em vigor.







