Preços de energia devem afetar economia de forma rápida
Olaf Sleijpen do BCE alerta que a alta do petróleo e gás pode gerar efeitos secundários acelerados. O banco central analisará dados de inflação em abril.
O aumento nos preços das commodities energéticas deve impactar a economia global com maior velocidade do que o observado anteriormente. Segundo Olaf Sleijpen, diretor do Banco Central da Holanda e membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), a transmissão dos custos de energia para os preços finais e salários tende a ser mais imediata no cenário atual. Sleijpen indicou que o BCE terá dados mais concretos em sua reunião de 30 de abril sobre os efeitos de segunda ordem, que se manifestam quando empresas repassam custos de insumos aos consumidores e trabalhadores buscam reajustes salariais para manter o poder de compra. > Não podemos controlar os preços do petróleo e do gás, mas podemos agir se virmos efeitos de segunda ordem. Ao comparar a situação atual com o início do conflito na Ucrânia em 2022, o dirigente observou que, naquela época, a economia vinha de um longo período de inflação baixa, o que fez com que a percepção do impacto inflacionário fosse mais lenta. Atualmente, a sensibilidade de agentes econômicos e de empresas como a Natural Gas Services Group, Inc. e a Oil-Dri Corporation of America está muito mais aguçada diante da volatilidade do mercado. > Todo mundo está mais alerta agora, então o choque pode se propagar mais facilmente pela economia. Para a próxima reunião de definição de taxas, as expectativas de inflação e os preços ao produtor serão indicadores fundamentais. Embora Sleijpen admita que os dados ainda estarão incompletos até o final de abril, ele reforçou que o Banco Central Europeu precisará trabalhar com as informações disponíveis para ajustar sua política monetária.











