China aumenta exportação de terras raras e reduz envios aos EUA
Exportações chinesas de ímãs de terras raras subiram 8,2% no bimestre inicial. Os envios aos EUA recuaram 22,5% enquanto a visita de Donald Trump foi adiada.
As exportações de ímãs de terras raras da China registraram um crescimento de 8,2% nos dois primeiros meses de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas divulgados nesta sexta-feira. O país, consolidado como o maior produtor mundial desses componentes essenciais para setores que abrangem desde smartphones e automóveis até a indústria de defesa, exportou um total de 10.763 toneladas métricas entre janeiro e fevereiro. Entre os principais destinos das exportações chinesas no período destacaram-se a Alemanha, a Coreia do Sul, os Estados Unidos, o Vietnã e a França.
Apesar do aumento global no volume exportado, as remessas destinadas ao mercado norte-americano apresentaram uma retração significativa de 22,5% em relação ao ano anterior, totalizando 994 toneladas. Essa queda ocorre em um momento de ajustes na agenda diplomática entre as duas potências. A Casa Branca confirmou na última quarta-feira que a viagem programada do presidente Donald Trump à China para se encontrar com o presidente Xi Jinping foi adiada por aproximadamente um mês e meio.









