China aumenta exportação de ímãs de terras raras em 8,2%
Envios chineses de ímãs de terras raras subiram 8,2% no primeiro bimestre. O dado precede a reunião entre Trump e Xi, apesar da queda nas vendas para os EUA.
As exportações chinesas de ímãs de terras raras registraram um crescimento de 8,2% no primeiro bimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo dados da Administração Geral de Alfândegas divulgados nesta sexta-feira, o volume total enviado pela China somou 10.763 toneladas métricas entre janeiro e fevereiro. Esses componentes são fundamentais para diversas indústrias globais, sendo utilizados na fabricação de smartphones, veículos elétricos e até em equipamentos do setor de defesa.
O desempenho comercial ocorre em um cenário de intensas movimentações diplomáticas. Em janeiro, as exportações atingiram 6.024 toneladas, seguidas por 4.739 toneladas em fevereiro. No ano anterior, os volumes haviam sido de 6.357 e 3.585 toneladas, respectivamente. Esse aumento precede o impacto total das restrições impostas por Pequim em abril passado sobre a exportação de diversos elementos de terras raras e ímãs.
No campo geopolítico, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou na última segunda-feira que busca adiar por cerca de um mês sua viagem programada para o início de abril para se encontrar com o presidente Xi Jinping. O adiamento seria motivado pelas tensões decorrentes da guerra no Irã.

Entre os cinco principais destinos das exportações de ímãs chineses no início deste ano figuram a Alemanha, a Coreia do Sul, o Vietnã e a França. Apesar da relevância do mercado norte-americano, as exportações para os Estados Unidos apresentaram uma queda acentuada de 22,5% no período, somando 994 toneladas.
Em contrapartida, os envios para o Japão registraram uma alta de 9,5%, totalizando 444 toneladas. O monitoramento dessas cadeias de suprimentos é uma prioridade para empresas ocidentais que buscam alternativas de fornecimento, como a USA Rare Earth Inc, especialmente diante das incertezas geopolíticas e das restrições comerciais vigentes.










