Alumínio sobe 6% após ataques a fundições no Golfo
O preço do alumínio subiu 6% após ataques iranianos a fundições no Golfo. O metal atingiu 3.492 dólares por tonelada devido a danos em fábricas da EGA e Alba.
Os preços do alumínio na London Metal Exchange (LME) saltaram 6% e se aproximaram de recordes de quatro anos nesta segunda-feira. A valorização ocorre após as duas maiores produtoras do metal no Oriente Médio sofrerem danos em ataques realizados pelo Irã durante o último fim de semana. O contrato de referência de três meses na LME atingiu US$ 3.492 por tonelada métrica no início das negociações, o patamar mais elevado desde março de 2022. O mercado reagiu à avaliação de danos nas fundições Emirates Global Aluminium (EGA) e Aluminium Bahrain (Alba). Caso o preço supere a marca de US$ 3.546,50, atingida em 12 de março, o metal abrirá caminho para níveis vistos apenas durante o período crítico da pandemia.

A Aluminium Bahrain, que opera uma das maiores fundições do mundo no Bahrein, informou que está analisando as consequências das ofensivas. A empresa estatal relatou que dois funcionários ficaram feridos no ataque de sábado. Simultaneamente, a Emirates Global Aluminium, maior produtora da região, registrou danos significativos em suas instalações após ser atingida por mísseis e drones.
Os produtores de alumínio do Golfo representam aproximadamente 9% da oferta global. No entanto, o setor tem enfrentado dificuldades para escoar a produção para os mercados mundiais desde o início do conflito envolvendo os Estados Unidos e Israel contra o governo de Teerã, que resultou no fechamento efetivo do Estreito de Ormuz.
O cenário de restrição na oferta impulsionou as ações de mineradoras na Austrália. Os papéis do Rio Tinto Group subiram mais de 2%, enquanto a South32 Limited registrou uma alta de quase 7% nas bolsas locais.









