EUA liberam comércio de ouro venezuelano com a Minerven
O Tesouro dos EUA liberou transações de ouro com a estatal venezuelana Minerven. A medida segue a visita do secretário Doug Burgum para atrair investimentos.
Os Estados Unidos emitiram nesta sexta-feira uma licença que autoriza determinadas transações envolvendo ouro de origem da Venezuela. A decisão do Departamento do Tesouro norte-americano foi divulgada um dia após o Secretário do Interior, Doug Burgum, concluir uma visita oficial ao país sul-americano com foco no setor de mineração.
Burgum, que também lidera o Conselho Nacional de Dominância Energética dos EUA, elogiou os esforços da presidente interina Delcy Rodriguez para abrir o país ao investimento estrangeiro em petróleo e minerais. O secretário afirmou que a nova legislação de mineração, apoiada por Rodriguez, deve criar um ambiente favorável para corporações internacionais, oferecendo segurança jurídica e operacional.
Uma nova lei de mineração apoiada por Rodriguez criará oportunidades para as empresas, com licenças permitindo que operem em breve e a promessa de garantir a segurança das companhias.

A nova diretriz permite transações com a mineradora estatal Minerven e suas subsidiárias para exportação, venda ou transporte de ouro venezuelano para o mercado norte-americano, desde que os contratos sejam regidos pela legislação dos EUA. Pagamentos a indivíduos sancionados permanecem proibidos, com exceção de taxas e licenças locais. Além disso, transações envolvendo troca de dívida ou moedas digitais emitidas pelo governo venezuelano continuam vetadas.
A licença impõe restrições severas a parcerias com nações aliadas ao governo anterior. Estão proibidas transações envolvendo entidades ou indivíduos da Rússia, do Irã, da Coreia do Norte e de Cuba. Negócios com joint ventures que incluam a China também não são permitidos sob os termos atuais da autorização.
Apesar das vastas reservas de minerais, a produção da Venezuela opera atualmente em uma fração de sua capacidade total. Especialistas indicam que o setor exige aportes financeiros massivos para modernização e exploração, possivelmente superiores aos necessários na indústria petrolífera. Nesse contexto, o mercado global observa como grandes mineradoras, a exemplo da Barrick Gold Corporation, avaliam a estabilidade institucional para futuras operações na região.
A reforma mineral em curso é inspirada na recente mudança nas leis do petróleo, que reduziu impostos e ampliou a autonomia de produtores privados. Segundo dados oficiais, a produção de ouro na Venezuela atingiu 9,5 toneladas em 2025.







