Vendas de novas moradias nos EUA atingem mínima de 2022
As vendas de novas casas nos EUA caíram 17,6% em janeiro para o menor nível desde 2022. O clima rigoroso e a alta nos juros hipotecários afetaram o desempenho.
As vendas de novas moradias nos Estados Unidos registraram uma queda acentuada em janeiro, atingindo o menor nível em quase três anos e meio. O recuo, mais profundo do que o antecipado por analistas, foi atribuído em grande parte às condições climáticas severas que atingiram o país no início do ano. De acordo com dados divulgados pelo Departamento do Censo, as vendas de casas unifamiliares novas despencaram 17,6%, alcançando uma taxa anual ajustada sazonalmente de 587.000 unidades. Este é o patamar mais baixo desde outubro de 2022. Além disso, os números de dezembro foram revisados para baixo, indicando um ritmo de 712.000 unidades, em vez das 745.000 informadas anteriormente. O cenário de retração foi observado em todas as quatro grandes regiões geográficas. Nevascas e temperaturas extremamente baixas dificultaram o deslocamento de potenciais compradores. Embora as vendas de casas novas representem uma parcela pequena do mercado imobiliário total e apresentem volatilidade mensal, elas são um indicador importante, pois são contabilizadas no momento da assinatura do contrato. No início de janeiro, houve uma tentativa de estímulo ao setor quando o governo orientou que a Fannie Mae e a Freddie Mac aumentassem a compra de títulos hipotecários, o que reduziu temporariamente as taxas de juros. Contudo, essa melhora foi ofuscada por tensões geopolíticas globais. O conflito envolvendo Israel e o Irã provocou uma alta superior a 40% nos preços do petróleo, elevando os rendimentos dos títulos do Tesouro e, consequentemente, as taxas de hipoteca. O setor também enfrenta obstáculos pelo lado da oferta. O estoque de novas moradias subiu para 476.000 unidades em janeiro. No ritmo atual de vendas, seriam necessários 9,7 meses para esgotar esse inventário, um salto considerável em relação aos 8,0 meses registrados em dezembro. Custos elevados de construção, impulsionados por tarifas de importação e escassez de mão de obra devido a restrições imigratórias, continuam a frear novos empreendimentos. Em termos de preços, o valor médio de uma casa nova caiu 6,8% na comparação anual, situando-se em US$ 400.500. A maior parte das transações realizadas no período envolveu imóveis com preços inferiores a US$ 499.999.





