EUA e Ucrânia debatem reconstrução sob ataques russos
Autoridades de EUA e Ucrânia discutem hoje em Genebra a reconstrução do país. A reunião ocorre sob novos ataques russos contra a infraestrutura de energia.
Enquanto a Rússia intensifica os bombardeios contra a infraestrutura energética da Ucrânia, representantes ucranianos e dos Estados Unidos se reuniram em Genebra nesta quinta-feira para tratar da reconstrução do país no pós-guerra. O diálogo ocorre em meio a um impasse diplomático e novos ataques russos com drones e mísseis contra alvos civis e estratégicos. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, relatou que as forças russas dispararam 420 drones e 39 mísseis em uma única noite, atingindo oito regiões e deixando dezenas de feridos. As negociações em Genebra contam com a presença do enviado especial americano Steve Witkoff e de Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump. A delegação ucraniana é chefiada por Rustem Umerov, responsável pelo Conselho de Segurança e Defesa Nacional. Kiev busca atrair US$ 800 bilhões em investimentos na próxima década, embora o Banco Mundial estime que o custo da reconstrução seja de US$ 588 bilhões. O ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, criticou a postura de Moscou diante dos apelos globais pelo fim do conflito. > Quando o mundo inteiro exige que Moscou finalmente pare esta guerra sem sentido, Putin aposta em mais terror, ataques e agressão. Zelenskiy afirmou que conversou com Donald Trump e que ambos concordam que as reuniões de março devem levar a um encontro direto entre os líderes para resolver as pendências mais sensíveis. > Esta é a única maneira de resolver todas as questões complexas e sensíveis e finalmente acabar com a guerra. Em outra frente diplomática na cidade suíça, representantes americanos e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, realizam conversas sobre o programa nuclear iraniano, com a mediação de Omã. No cotidiano da guerra, civis como a professora Larysa Fuzik expressam o cansaço e o medo constantes causados pelos alertas aéreos. > Sabe, embora quatro anos de guerra tenham passado, toda vez que o alarme soa, sinto tanto medo, tanto frio na alma, tanta ansiedade. Moscou continua negando ataques deliberados contra civis, enquanto exige que a Ucrânia entregue o controle total da região de Donetsk para encerrar as hostilidades.










