Dólar dos EUA tem pior desempenho anual em oito anos com expectativa de cortes de juros pelo Fed
O dólar dos EUA caiu 9,6% em 2023, seu pior desempenho em oito anos, impulsionado por expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve. O mercado aguarda a divulgação das atas de dezembro do Fed para entender divisões internas sobre a política monetária de 2026.
Perspectivas:
O dólar dos EUA registrou uma queda de 9,6% em 2023, marcando seu pior desempenho anual em oito anos. Essa queda foi impulsionada por expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve
USe pela redução dos diferenciais de taxas de juros em relação a outras moedas importantes. Com o índice do dólar em 98,022 na terça-feira, próximo a uma baixa de três meses, o mercado agora volta suas atenções para a divulgação das atas de dezembro do Fed, que devem revelar divisões internas sobre a direção das taxas de juros em 2026. Entre as moedas que se fortaleceram significativamente, o euro alcançou US$ 1,1772, com um ganho anual de 13,7%, o mais forte desde 2017. A libra esterlina foi cotada a US$ 1,3504, projetando um aumento de 8% em 2025. O dólar australiano estava em US$ 0,6693, próximo de uma alta de 14 meses, e o dólar neozelandês atingiu US$ 0,5806, estabelecendo um ganho anual de 3,7%, quebrando uma sequência de quatro anos de perdas. O yuan chinês ultrapassou o nível de 7 por dólar americano, enquanto o Banco Popular da China
CNutilizou taxas de orientação mais fracas e advertências verbais para evitar uma supervalorização. Já o iene japonês foi cotado a 156,07 por dólar, permanecendo amplamente estável em 2025, apesar de dois aumentos de juros realizados pelo Banco do Japão
JP em janeiro e dezembro. O Federal Reserve cortou as taxas em dezembro, mas advertiu que elas poderiam permanecer inalteradas no curto prazo. Os traders estão precificando dois cortes adicionais para 2026, enquanto estrategistas do MUFG esperam que o índice do dólar caia mais 5% no próximo ano, com o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) cortando as taxas três vezes em 2026, uma a cada trimestre até o terceiro trimestre. A fraqueza do dólar é atribuída a apostas em cortes de juros pelo Fed, à redução dos diferenciais de taxas de juros e a preocupações com déficits fiscais dos EUA e incertezas políticas. O caso do iene ilustra que as expectativas de crescimento agora têm mais peso nas dinâmicas cambiais do que os diferenciais de política monetária, já que o iene permaneceu estável em 2025, apesar dos aumentos de juros do BOJ. O governo japonês revisou suas projeções de crescimento para cima, prevendo uma expansão de 1,1% no ano fiscal atual e de 1,3% no próximo ano fiscal. Este cenário sublinha a importância das expectativas de crescimento e das políticas monetárias para os mercados cambiais globais, especialmente com a iminente divulgação das atas do Fed, que promete lançar luz sobre as divisões internas em torno da política monetária de 2026.






