EUA suspendem lei de navegação para facilitar entregas
A isenção de 60 dias do Jones Act visa conter a alta nos preços de energia e fertilizantes. Navios estrangeiros poderão operar entre os portos dos EUA.
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira uma isenção de 60 dias nas regulamentações de navegação da Lei Jones para facilitar a entrega de combustíveis e fertilizantes. A medida busca mitigar a escalada de preços e as interrupções no fornecimento decorrentes do conflito envolvendo o Irã. De acordo com a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, a decisão do presidente é um passo estratégico para lidar com as perturbações no mercado de petróleo enquanto as forças militares cumprem os objetivos da Operação Epic Fury. > Esta ação permitirá que recursos vitais como petróleo, gás natural, fertilizantes e carvão fluam livremente para os portos americanos por sessenta dias, e a administração continua comprometida em fortalecer nossas cadeias de suprimentos críticas. Os preços da gasolina no mercado americano subiram drasticamente após o início das operações militares de Washington e Israel em 28 de fevereiro. O conflito resultou no fechamento do Estreito de Ormuz, uma via crucial para o comércio global de energia. A instabilidade afeta diretamente a logística de empresas como a Natural Gas Services Group, Inc. e a Warrior Met Coal, Inc., além de impactar o setor de insumos industriais representado por companhias como a Oil-Dri Corporation of America. Mesmo setores distantes da energia, como o de biotecnologia, exemplificado pela NAYA Biosciences, Inc. Common Stock, sentem os reflexos das incertezas nas cadeias de suprimento globais. A Lei Jones exige que o transporte entre portos domésticos seja feito exclusivamente por embarcações fabricadas e operadas por empresas americanas, o que limita a disponibilidade de navios-tanque em momentos de crise. Embora a isenção permita que navios estrangeiros operem nessas rotas para reduzir custos, analistas de mercado sugerem que o impacto imediato nos preços ao consumidor final pode ser limitado. A medida é vista como uma tentativa de proteger a economia e reduzir os riscos políticos associados à inflação energética.











