Wall Street sobe com alívio no petróleo e foco no Fed
Wall Street fechou em alta com ganhos na tecnologia e queda no petróleo. O mercado foca agora em reuniões de bancos centrais e na política monetária global.
A bolsa de valores de Nova York fechou com ganhos expressivos nesta segunda-feira, impulsionada principalmente pelo setor de tecnologia, enquanto o dólar e os rendimentos dos títulos do Tesouro recuaram. O otimismo dos investidores foi alimentado pela esperança de que a crise de oferta de petróleo no Oriente Médio possa ser amenizada em breve, embora a volatilidade nos preços da commodity tenha persistido durante o pregão.
No setor corporativo, a Meta Platforms, Inc. registrou alta de 2,2%, enquanto a NVIDIA Corporation avançou 1,6%. O otimismo em torno da inteligência artificial continua sendo um motor central para o mercado, com o CEO da Nvidia, Jensen Huang, projetando uma oportunidade de receita de pelo menos US$ 1 trilhão em chips de IA até 2027. Esse movimento ajudou o índice S&P 500 a subir 1% e o Nasdaq a avançar 1,2%, com todos os 11 setores do S&P 500 fechando no campo positivo.

O mercado de energia viu o Petróleo Brent cair entre 3% e 5%, refletindo a aposta de que o aperto na oferta global pode ser temporário. Apesar da queda nos preços futuros, o preço médio da gasolina nos Estados Unidos atingiu US$ 3,72 por galão, um aumento de 27% no último mês. Enquanto isso, o Ouro permaneceu estável, mas outros metais preciosos como a Platina e o Paládio saltaram 4%. Em um desdobramento crítico no Caribe, a rede elétrica nacional de Cuba entrou em colapso, deixando milhões de cidadãos sem energia elétrica.
No cenário geopolítico, o governo americano enfrenta resistência de seus aliados. O presidente Donald Trump solicitou apoio para reabrir o Estreito de Ormuz e normalizar o tráfego de petroleiros, mas o pedido foi rejeitado por nações como a Alemanha, a Itália e a Espanha.
Não há mandato da ONU, da UE ou da OTAN, e Washington não consultou a Alemanha antes de lançar a guerra.
A declaração do chanceler alemão Friedrich Merz ilustra o desgaste nas relações diplomáticas. Esse clima de incerteza contribuiu para que o dólar registrasse sua maior queda mensal, recuando 0,6%. O enfraquecimento da moeda americana impulsionou divisas de mercados emergentes, com o Brasil, a África do Sul e o México apresentando valorizações de 1,5%.
Esta é uma semana histórica para a política monetária, marcando a primeira vez desde 2021 que os quatro principais bancos centrais do G4 se reúnem simultaneamente. A Austrália inicia o ciclo de decisões na terça-feira, com o









