África do Sul atrai investimentos mas tem baixa execução
A conferência de investimentos sul-africana atraiu 889,8 bilhões de rands. No entanto, menos de metade das promessas desde 2018 resultou em atividade econômica real.
A África do Sul registrou um volume recorde de promessas de investimento em sua conferência mais recente, mas dados oficiais indicam que menos da metade desses compromissos se transformou em atividade econômica real. A sexta Conferência de Investimento da África do Sul (SAIC), realizada em Joanesburgo, obteve 81 investimentos confirmados totalizando 889,8 bilhões de rands (cerca de US$ 54 bilhões). O montante faz parte de uma iniciativa de cinco anos que visa atrair 3 trilhões de rands até 2030.
O presidente Cyril Ramaphosa classificou o resultado como uma prova da confiança renovada na economia mais industrializada da África, apesar de desafios globais como o protecionismo crescente e as tensões geopolíticas. Contudo, relatórios da Presidência e do Departamento de Comércio e Indústria revelam que, dos 1,5 trilhão de rands prometidos desde a primeira conferência em 2018, apenas 634 bilhões de rands — cerca de 42% — entraram efetivamente na economia até março de 2026. Esse índice de conversão é considerado baixo em comparação com a média global de 60% a 80% estimada pela consultoria McKinsey.









