Shell busca novos ativos e descobertas para reverter queda acentuada em suas reservas de energia
A petroleira enfrenta um déficit projetado de até 800 mil barris por dia até 2035. Analistas alertam que a empresa precisa de aquisições para repor reservas.
Perspectivas:
A Shell plc anunciou hoje, 9 de fevereiro de 2026, que prevê enfrentar um défice de produção estimado entre 350.000 e 800.000 barris de óleo equivalente por dia (boe/d) até ao ano de 2035. Esta projeção fundamenta-se no amadurecimento de campos petrolíferos e no declínio das suas reservas provadas, que não serão suficientes para cumprir as metas de extração estabelecidas pela companhia. Segundo a empresa e analistas de mercado, a resolução deste hiato exigirá a realização de aquisições estratégicas ou a ocorrência de avanços significativos na exploração para preencher a lacuna produtiva identificada.
A situação é evidenciada pela queda da vida útil das reservas da Shell para menos de 8 anos, com o total de reservas provadas a descer para 8,1 mil milhões de boe, o nível mais baixo registado desde, pelo menos, 2013. Analistas de instituições como a Wood Mackenzie, RBC, Bernstein e UBS projetam declínios acentuados na produção e no fluxo de caixa livre a partir do final da década de 2020 e início de 2030, caso a trajetória atual do portfólio não seja alterada. Este cenário sugere um enfraquecimento financeiro nas unidades de gás e de upstream da companhia sob a atual estrutura de ativos.










