Senador propõe ampliar veto a carros chineses nos EUA
O senador Bernie Moreno apresentou um projeto para expandir as restrições atuais contra montadoras chinesas. A proposta visa barrar softwares e parcerias no setor.
O senador republicano Bernie Moreno anunciou que apresentará uma legislação no próximo mês para endurecer a proibição do governo dos Estados Unidos à entrada de montadoras da China no mercado americano. A iniciativa busca ampliar as restrições impostas pela administração Biden, que entrarão em vigor em janeiro de 2025, baseadas em preocupações de segurança nacional sobre a capacidade dos veículos de coletar dados sensíveis de cidadãos americanos.

Moreno afirmou que sua proposta irá além do bloqueio de importações, visando isolar o mercado para evitar qualquer cenário de entrada de automóveis chineses, abrangendo hardware, software e parcerias corporativas. Durante um fórum automotivo que antecedeu o Salão do Automóvel de Nova York, o senador incentivou outras nações e blocos econômicos a seguirem o exemplo americano.
\"O que espero é que a América Latina, o México, o Canadá e a Europa adotem nossos mesmos padrões agora.\"
O senador comparou a ameaça das montadoras chinesas à da gigante de tecnologia Huawei, cujos equipamentos são proibidos na infraestrutura de telecomunicações do país. Ele enfatizou a necessidade de uma ação preventiva rigorosa por parte de parceiros internacionais para evitar a expansão dessas empresas no mercado global.
\"Não permitimos que a Huawei entrasse em nossa infraestrutura de telecomunicações e não permitiremos montadoras chinesas neste mercado.\"
A medida conta com o apoio de grandes fabricantes americanas, como a Ford Motor Company, a General Motors Company e a Stellantis N.V.. Grupos comerciais do setor já haviam solicitado formalmente ao governo que mantenha as empresas chinesas distantes, especialmente antes da cúpula prevista para maio entre Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping.
Apesar das restrições propostas, o cenário político apresenta nuances. Em declarações anteriores, Trump indicou estar aberto à possibilidade de montadoras chinesas operarem nos Estados Unidos, desde que estabeleçam fábricas locais e gerem empregos para trabalhadores americanos.
\"Se eles quiserem vir e construir uma fábrica e contratar você e seus amigos e vizinhos, isso é ótimo, eu adoro isso.\"
A Embaixada da China em Washington não respondeu de imediato aos pedidos de comentário sobre a nova legislação. O movimento ocorre em um período de relativa estabilidade nas relações entre as duas potências, que tentam superar as tensões geradas por tarifas comerciais e restrições mútuas em setores estratégicos, como o de minerais de terras raras.










