Mind Robotics capta 500 milhões e vale 2 bilhões de dólares
A Mind Robotics captou 500 milhões de dólares em rodada Series A para automatizar fábricas. O aporte avalia a empresa em 2 bilhões de dólares nesta quarta.
A startup de robótica industrial Mind Robotics, um spin-off da fabricante de veículos elétricos Rivian Automotive, Inc., anunciou nesta quarta-feira que levantou US$ 500 milhões em uma rodada de financiamento Série A. O investimento foi coliderado pelas empresas de capital de risco Accel e Andreessen Horowitz, avaliando a companhia em US$ 2 bilhões. Esta captação figura entre as maiores já registradas para uma empresa de robótica em estágio inicial, ocorrendo em um momento em que fabricantes globais enfrentam escassez de mão de obra e a necessidade urgente de modernizar linhas de produção obsoletas.
Com sede em Palo Alto, a Mind Robotics desenvolve uma plataforma integrada que combina modelos de fundação, robôs projetados para fins específicos e infraestrutura de implementação para automatizar tarefas industriais complexas em larga escala. Como parte do acordo, Sameer Gandhi, sócio da Accel, passará a integrar o conselho de administração da startup. A empresa foi fundada por RJ Scaringe, que também é o fundador da montadora de elétricos, e a Rivian Automotive, Inc. atua como parceira estratégica e acionista majoritária, fornecendo dados cruciais para o treinamento de modelos e um ambiente operacional real para o lançamento da tecnologia.
A startup busca preencher a lacuna na automação industrial com robôs capazes de realizar tarefas que exigem destreza, adaptabilidade e raciocínio físico. Diferente da Tesla, Inc. e da Figure AI — que conta com o apoio da NVIDIA Corporation — a Mind Robotics foca em designs de robôs de fábrica tradicionais em vez de modelos humanoides. Scaringe indicou que a intenção é priorizar a eficiência em ambientes de manufatura convencionais, evitando a complexidade dos formatos que mimetizam a forma humana.
Especialistas do setor e executivos ponderam, contudo, que a comercialização de robótica avançada ainda enfrenta um longo percurso. O principal desafio reside no treinamento dos modelos de fundação que alimentam esses sistemas, o que exige volumes massivos de dados, um recurso que permanece difícil de ser acumulado e processado em escala industrial.






