Rheinmetall adia compra de unidade militar da Iveco
O negócio aguarda a finalização da transação entre a Leonardo e a Iveco. A Rheinmetall esperava assumir as operações até o final deste mês de março de 2026.
A Rheinmetall AG, sediada na Alemanha, informou que o acordo para a aquisição da operação de caminhões militares da IVECO GROUP NV sofreu um atraso. O anúncio foi feito pelo CEO da empresa de defesa alemã, Armin Papperger, durante uma teleconferência com analistas nesta quarta-feira. Segundo Papperger, a demora decorre de um processo anterior envolvendo a LEONARDO SPA, com sede na Itália, que ainda não concluiu sua própria compra da unidade de defesa da Iveco. > "O primeiro acordo entre a Iveco e a Leonardo teve um atraso, e então o nosso acordo também teve um atraso." Papperger acrescentou que a Rheinmetall mantém contato semanal com a Leonardo sobre o assunto. No ano passado, a estatal Leonardo concordou em adquirir a unidade de defesa IDV da Iveco, um movimento que abriu caminho para que a Tata Motors, da Índia, comprasse o restante da Iveco em uma transação avaliada em 3,8 bilhões de euros. O CEO da Leonardo, Roberto Cingolani, confirmou em fevereiro que a transação de defesa da empresa italiana com a Iveco seria concluída no primeiro trimestre de 2026. Um porta-voz da Rheinmetall esclareceu que a empresa alemã esperava que a Leonardo entregasse a operação de caminhões militares até o final de março. No entanto, como a Leonardo ainda não fechou seu contrato com a Iveco — o que permitiria o início das negociações formais com a Rheinmetall —, a companhia alemã precisou aguardar. Do ponto de vista da Rheinmetall, houve um adiamento no cronograma esperado para a integração desses ativos.







