Reliance Industries nega suspensão de fabricação de baterias na Índia
A Reliance Industries rejeitou alegações de que teria pausado seus planos de fabricação de baterias de íons de lítio na Índia após negociações fracassadas com uma empresa chinesa. Apesar da negativa, controles de exportação da China são apontados como motivo para a retirada do parceiro.
Perspectivas:
A Reliance Industries Limited emitiu uma declaração no dia 12 de janeiro de 2026, negando as alegações feitas pela Bloomberg News de que a empresa teria pausado seus planos de fabricação de células de bateria de íons de lítio na Índia. Segundo a Bloomberg, a pausa teria ocorrido após a falha nas negociações de licenciamento de tecnologia com a empresa chinesa Xiamen Hithium Energy Storage Technology. No entanto, a Reliance afirmou que seus planos para o ecossistema de fabricação de armazenamento de baterias continuam no caminho certo. As negociações com a Xiamen Hithium Energy Storage Technology, que visavam o licenciamento de tecnologia de células, teriam sido interrompidas devido à retirada da empresa chinesa, atribuída aos controles de exportação de tecnologia impostos pela China em outubro de 2025. Esses controles exigem que exportadores obtenham permissões para transferências de tecnologia em setores críticos, como o de baterias de lítio. Mukesh Ambani mukesh ambani, que lidera a Reliance Industries, havia anunciado previamente que a empresa pretendia iniciar a fabricação de células em 2026. Apesar das dificuldades relatadas, a Reliance reiterou seu compromisso com os planos de criação de um ecossistema de fabricação de armazenamento de baterias, abrangendo desde células até sistemas de armazenamento de energia (ESS) containerizados, de acordo com os cronogramas estabelecidos. A situação destaca as tensões entre as ambições da Índia no setor de armazenamento de energia e os controles mais rígidos da China sobre as exportações de tecnologia de baterias, complicando parcerias internacionais nesse setor estratégico. Enquanto isso, a Reuters não conseguiu verificar imediatamente o relatório da Bloomberg, mantendo a incerteza sobre os fatos subjacentes. O impacto global dessas restrições, que refletem o esforço da China em controlar a tecnologia crítica para o armazenamento de energia e veículos elétricos, é significativo, afetando a capacidade de empresas como a Reliance de garantir parcerias tecnológicas essenciais para suas operações.







