Vice do RBA questiona se juros atuais controlam inflação
Andrew Hauser do RBA afirmou que monitora o impacto da guerra no Irã na economia. Ele indicou que os juros podem subir para levar a inflação à meta de até 3%.
O vice-presidente do Banco Central da Austrália (RBA), Andrew Hauser, afirmou nesta segunda-feira que não há plena convicção de que as taxas de juros estejam no patamar ideal para conter a inflação, especialmente diante da necessidade de monitorar os impactos econômicos do conflito no Irã. Em pronunciamento realizado em Nova York, nos Estados Unidos, Hauser destacou que a prioridade da autoridade monetária é reconduzir a inflação para a meta de 2% a 3%, partindo dos 3,7% registrados em fevereiro. > Eu não diria que temos alta confiança de que definimos as taxas de juros no nível correto, porque nunca se tem essa confiança total. O cenário econômico global é influenciado pela volatilidade nos mercados de energia, onde o Brent Crude Oil e o West Texas Oil exercem pressão direta sobre a inflação nominal, que o RBA estima poder atingir 5% no segundo trimestre. Atualmente, a taxa de juros australiana está em 4,1%, após dois aumentos realizados este ano. Hauser observou que, embora o consumo interno continue crescendo, o ritmo é relativamente lento e as empresas locais encontram dificuldades para repassar o aumento de custos aos consumidores. No mercado de câmbio, o par AUD/USD reflete as expectativas dos investidores, que precificam uma probabilidade de 65% para uma nova alta de juros em maio, com a taxa podendo atingir um pico de 4,6% até o fim do ano. > Teremos que monitorar esse novo choque com muito cuidado. A autoridade concluiu que, embora a pressão inflacionária seja evidente, os formuladores de política também precisam considerar a possibilidade de uma desaceleração na atividade econômica ao definir os próximos passos.










