Ataque do Irã ao Catar pressiona preços de gás na Europa
O ataque do Irã ao Catar reduzirá as exportações de gás por cinco anos. Os preços na Europa dobraram e o bloco busca alternativas perante a baixa oferta global.
O recente ataque do Irã ao complexo de GNL de Ras Laffan, no Catar, o maior do mundo, colocou em alerta o mercado global de energia e os compradores na Europa. O Catar é responsável por cerca de 20% da produção mundial de gás natural liquefeito (GNL) e projeta que o impacto nas exportações poderá durar até cinco anos.
A interrupção ocorre após ameaças iranianas ao tráfego de navios-tanque no Golfo, o que paralisou o fluxo logístico. A QatarEnergy relatou danos significativos em diversas instalações após um ataque de mísseis. Embora a União Europeia receba cerca de 9% de seu GNL do Catar, os principais prejudicados são os compradores asiáticos, como China, Japão e Índia, que absorvem 80% do volume exportado pela estatal catariana. No entanto, a Europa sofre um efeito indireto, já que a Ásia passa a competir de forma mais agressiva por cargas no mercado spot.











