Pirelli e governo italiano buscam reduzir participação da Sinochem
A Pirelli e o governo da Itália estão explorando formas de reduzir a participação da Sinochem na empresa, devido à pressão regulatória dos EUA. Um banimento de tecnologia automotiva chinesa nos Estados Unidos entra em vigor em março de 2025, afetando os planos de expansão da Pirelli no país.
Perspectivas:
A Pirelli & C. S.p.A. , em colaboração com o governo da Itália
IT, está ativamente explorando opções para reduzir ou eliminar a participação de 34,1% da Sinochem
CNna fabricante de pneus com sede em Milão. Este movimento é impulsionado pela pressão regulatória dos Estados Unidos
US, que implementará, a partir de março de 2025, um banimento sobre hardware e software de origem chinesa em veículos. Essa medida tem criado um prazo imediato que força uma reavaliação da estrutura de propriedade da Pirelli, ameaçando os planos de expansão da empresa no mercado norte-americano. A Sinochem, uma empresa estatal chinesa, é atualmente o maior investidor da Pirelli, segundo dados da LSEG. A presença da Sinochem tem sido vista como um obstáculo para os planos de expansão da Pirelli nos Estados Unidos, conforme destacado pela Camfin (Pirelli's Italian investor), investidor italiano da Pirelli. Em resposta, a Pirelli apresentou várias propostas à Sinochem, incluindo a venda de sua participação, mas até o momento, a Sinochem não se envolveu imediatamente com essas propostas. A pressão dos EUA sobre a Itália para limitar a influência da Sinochem aumentou nos últimos meses, refletindo as crescentes tensões geopolíticas na cadeia de suprimentos automotiva. Washington tem endurecido as restrições sobre a tecnologia automotiva chinesa, o que coloca a Itália em uma posição delicada, considerando a importância estratégica da Pirelli como um ativo industrial europeu. Fontes disseram à Reuters no ano passado que a Sinochem estava aberta a ofertas por sua participação na Pirelli, desde que houvesse um prêmio envolvido. No entanto, a Reuters não pôde verificar imediatamente um relatório do Financial Times sobre o assunto. Até o momento, a Pirelli e o governo italiano não responderam aos pedidos de comentário da Reuters, e as negociações continuam em andamento, sem um desfecho confirmado ou cronograma claro.







