Governo filipino intervém no setor elétrico após alta do GNL
O governo das Filipinas planeja regular o mercado de energia e elevar o uso de carvão. A medida visa conter a alta do GNL causada por crises no Oriente Médio.
As Filipinas planejam intervir no mercado de energia para conter o aumento das contas de eletricidade, impulsionado pela disparada dos preços do gás natural liquefeito (GNL) devido a interrupções no transporte marítimo no Oriente Médio. A Secretária de Energia, Sharon Garin, informou que o governo pretende aumentar a produção de energia termelétrica a carvão e regular os preços da eletricidade, possivelmente a partir da próxima semana. A navegação no Golfo e pelo Estreito de Ormuz desacelerou drasticamente à medida que o conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã se intensifica. Esse cenário levou os preços do GNL aos níveis mais altos desde 2022, após a interrupção da produção pelo Catar, que fornece um quinto do suprimento global. De acordo com Garin, a nação do Sudeste Asiático pode enfrentar um aumento de 16% nos preços da energia até o próximo mês, a menos que haja intervenção governamental. Manila está em negociações com a Indonésia para garantir suprimentos estáveis de carvão, um mercado onde empresas como a Warrior Met Coal, Inc. desempenham papéis significativos no fornecimento global de insumos energéticos. > A ideia básica é reduzir o uso de gás natural liquefeito e aumentar o carvão e as renováveis. A secretária destacou que as usinas movidas a GNL que atualmente abastecem a rede podem ser prontamente substituídas por eletricidade gerada a partir do carvão no curto prazo. O governo busca poderes de emergência para regular o mercado e limitar os preços aos níveis atuais, visando aliviar o custo de vida da população. > Estamos pedindo poderes de emergência para regular o mercado. A intervenção representa uma mudança rara em um dos poucos mercados asiáticos onde os preços da energia não são regulados. Atualmente, as tarifas de energia no arquipélago de mais de 100 milhões de habitantes são as segundas mais altas da região, atrás apenas de Singapura. Garin observou que o aumento exagerado nos custos de transporte de combustível gera um efeito multiplicador em toda a economia. A maior concessionária de distribuição do país, a Meralco, manifestou apoio às iniciativas do departamento de energia. A empresa afirmou possuir carvão contratado suficiente e estar coordenando com os fornecedores para manter as tarifas de geração sob controle. Além disso, o governo mantém conversas com a First Gas Power para redirecionar qualquer gás extraído domesticamente e não utilizado para usinas que operam exclusivamente com GNL importado.









