Pentágono busca banqueiros para gerir fundo bilionário
O Pentágono investirá 200 bilhões de dólares em três anos com uma nova equipe. O grupo terá especialistas de grandes bancos para ampliar a influência dos EUA.
O Pentágono está estruturando uma nova equipe de banqueiros de investimento com vasta experiência em private equity para gerenciar a aplicação de US$ 200 bilhões em acordos do setor de defesa ao longo de três anos. De acordo com informações do portal Semafor, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos está recrutando profissionais especificamente de grandes instituições financeiras de Wall Street para compor esta Unidade de Defesa Econômica. O foco do recrutamento recai sobre talentos vindos do The Goldman Sachs Group, Inc., do Morgan Stanley, do JPMorgan Chase & Co. e do Bank of America Corporation. A equipe, que deverá contar com cerca de 30 especialistas, está sendo organizada pela empresa de recrutamento Heidrick & Struggles. O documento de apresentação do projeto destaca a oportunidade de servir ao país e de mobilizar um volume de capital superior ao que a maioria dos investidores opera em toda a sua trajetória profissional. Até o momento, os bancos citados, a firma de recrutamento e a Casa Branca não responderam aos pedidos de comentário sobre a iniciativa. Essa movimentação ocorre em um contexto de mudanças estratégicas na gestão de capital governamental. O presidente Donald Trump tem manifestado o desejo de estabelecer um fundo soberano de grande escala, similar aos modelos adotados por nações do Oriente Médio e da Ásia, utilizando o capital privado como uma ferramenta de influência política e estratégica. Em fevereiro de 2025, Trump assinou um decreto executivo determinando a criação desse fundo soberano no prazo de um ano. Caso seja concretizado, o fundo permitirá que o país realize investimentos diretos com recursos governamentais. Os fundos soberanos são veículos de investimento estatais que funcionam como contas de poupança nacional ou ferramentas de desenvolvimento econômico, projetados para aplicar o capital atual de forma a beneficiar as gerações futuras e fortalecer a soberania econômica nacional.









