Panamá espera que COSCO retome operações em Balboa
O governo panamenho solicitou que a COSCO Shipping reconsidere a suspensão de suas atividades no porto de Balboa. A empresa representa 4% da carga do terminal.
O governo do Panamá expressou a esperança de que a estatal da China, COSCO SHIPPING Ports Limited, reconsidere sua decisão de não utilizar o porto de Balboa, localizado na entrada do Canal do Panamá. O ministro para assuntos do canal, José Ramón Icaza, afirmou que a suspensão das operações da empresa surpreendeu as autoridades locais, após a divulgação de um comunicado da companhia aos seus clientes.

A COSCO representa cerca de 4% da carga que transita por Balboa. Para o governo panamenho, a manutenção desse volume é considerada importante para a logística nacional. Icaza ressaltou que o país espera que a transportadora reavalie sua posição estratégica em relação ao terminal.
A questão da COSCO realmente nos pegou um pouco de surpresa.
O porto de Balboa tem sido o centro de uma longa disputa envolvendo os Estados Unidos, o governo chinês e as autoridades panamenhas. A movimentação ocorre após uma decisão da Suprema Corte do Panamá, no final de janeiro, que resultou na anulação do contrato de operação de uma unidade da CK HUTCHISON HOLDINGS LTD.
Atualmente, a A.P. Møller - Mærsk A/S, operando através da APM Terminals, assumiu a gestão temporária do porto. O acordo prevê que a empresa opere o terminal por um período de até 18 meses, enquanto o governo busca uma solução definitiva para a administração da infraestrutura portuária.




