Petróleo sobe 11% e bolsas recuam com tensão no Irã
Petróleo WTI sobe 11% com incertezas no Estreito de Ormuz. Bolsas globais recuam enquanto investidores aguardam dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos.
Os mercados financeiros globais operaram sob forte pressão nesta quinta-feira, refletindo a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O sentimento de aversão ao risco foi impulsionado por declarações do governo dos Estados Unidos, que sugeriram a continuidade do conflito com o Irã. O impasse mantém fechado o Estreito de Ormuz, uma via vital para o comércio global, frustrando investidores que esperavam por uma resolução rápida. No mercado de commodities, os preços da energia dispararam. O WT WTI CRUDE OIL registrou uma alta expressiva de 11%, atingindo o patamar de US$ 111 por barril, o que representa o maior ganho diário em dólares nos últimos cinco anos. O Brent Crude Oil acompanhou a tendência com uma valorização de 7%, chegando a US$ 108 por barril. Em contrapartida, o Ouro apresentou queda de 2%, enquanto os investidores ajustavam suas posições diante da força do dólar. O desempenho das bolsas de valores foi majoritariamente negativo. Na Ásia, o índice do Japão recuou 2%, enquanto a bolsa da Coreia do Sul sofreu uma queda drástica de 5%. Na Europa, o cenário foi misto, com o Reino Unido registrando uma leve alta de 0,7% no FTSE 100, contrastando com as quedas em outros mercados continentais. Nos mercados emergentes, a Índia viu sua rúpia saltar 2%, impulsionada por medidas do banco central local para conter a especulação cambial. No cenário corporativo norte-americano, os resultados foram heterogêneos. A INTEL CORP subiu 5%, liderando ganhos no setor de tecnologia, enquanto a TESLA INC recuou 5%. O setor imobiliário avançou 1,5%, mas o consumo discricionário caiu 1,5%. No setor financeiro, a BLUE OWL CAPITAL INC gerou preocupação ao limitar os saques em dois de seus fundos de crédito privado, após um volume recorde de pedidos de resgate, o que reacendeu o debate sobre liquidez e riscos sistêmicos em mercados menos transparentes. Apesar do clima de tensão, houve um breve alívio momentâneo com a notícia de que o Irã e Omã planejam monitorar conjuntamente o tráfego no Estreito, alimentando esperanças de uma possível reabertura futura. No entanto, o mercado permanece cauteloso, especialmente com a proximidade da divulgação dos dados de emprego nos Estados Unidos. Espera-se que o relatório mostre a criação de 60 mil vagas em março, mas analistas alertam para a estagnação do crescimento real do emprego e para as fragilidades que o choque do petróleo pode expor na economia.











