Setor imobiliário da Nova Zelândia prejudica economia
Preços das casas caíram 20% e o desemprego subiu para 5,4%. A economia da Nova Zelândia estagnou e o cenário global dificulta a atuação do banco central local.
A Nova Zelândia enfrenta dificuldades para recuperar seu dinamismo econômico, uma vez que a tradicional estratégia de estimular o mercado imobiliário para impulsionar a economia falhou. Historicamente, o país dependia da inflação dos preços das casas para gerar recuperação em períodos de desaceleração, mas esse modelo não tem funcionado no cenário atual. Mesmo após o Banco Central da Nova Zelândia (RBNZ) reduzir a taxa básica de juros de 5,5% para 2,25%, os preços dos imóveis permanecem cerca de 20% abaixo do pico da pandemia, eliminando o efeito riqueza que antes ancorava a economia.
O cenário é agravado pela incerteza global decorrente do conflito no Oriente Médio. A inflação nos preços do petróleo tem elevado os custos de empréstimos em todo o mundo, o que pode forçar o RBNZ a adotar uma postura mais rígida, mesmo com a economia enfrentando seu pior momento desde a crise financeira global. Nick Goodall, chefe de pesquisa da Cotality NZ, destaca que os tomadores de empréstimos já estão pressionados por taxas de mercado mais altas e uma demanda anêmica.







