MSC aplica taxas de guerra em fretes para a África
A MSC anunciou hoje taxas extras para rotas africanas após instabilidade nos estreitos de Ormuz e Bab El-Mandeb. Os custos adicionais chegam a 4000 dólares.
A empresa de transporte marítimo MSC anunciou nesta quinta-feira a implementação de uma sobretaxa de guerra para cargas destinadas a países africanos e ilhas do Oceano Índico. A decisão surge como resposta direta às perturbações no tráfego marítimo observadas nos estreitos de Ormuz e Bab El-Mandeb, regiões vitais para o comércio global. As novas taxas, que já estão em vigor, aplicam-se a mercadorias que partem do subcontinente indiano com destino à África Oriental, Somália, Moçambique e ilhas do Oceano Índico. Para este fluxo logístico, a MSC estabeleceu um custo adicional de US$ 500 por unidade equivalente a 20 pés (TEU) para contêineres de carga seca e US$ 1.000 por TEU para contêineres refrigerados. Adicionalmente, as sobretaxas abrangem rotas que partem de nações do Golfo com destino à África Ocidental, África Oriental, África do Sul, Moçambique e ilhas do Índico. Para estas operações, a companhia informou que os valores serão de US$ 2.000 para contêineres de 20 pés, US$ 3.000 para contêineres de 40 pés e US$ 4.000 para unidades refrigeradas. A medida reflete o aumento dos riscos operacionais e dos custos de seguro enfrentados pelas transportadoras em rotas que atravessam zonas de conflito ou instabilidade geopolítica. A MSC não forneceu uma previsão de quanto tempo essas taxas permanecerão em vigor, condicionando a manutenção dos valores à evolução da segurança nas passagens marítimas afetadas.











