MPS e Mediobanca definem hoje termos de fusão total
Os conselhos do MPS e Mediobanca definem hoje os termos da fusão total entre os bancos. A operação ocorre em meio a mudanças na gestão do grupo italiano.
Os conselhos de administração do Banca Monte dei Paschi di Siena (MPS) e do Mediobanca Banca di Credito Finanziario S.p.A. devem aprovar nesta terça-feira os termos financeiros para a aquisição total e fusão entre as duas instituições na Itália. O MPS, que foi resgatado pelo Estado em 2017 e reprivatizado entre 2023 e 2024, planeja comprar os 14% restantes do parceiro que ainda não detém.

A operação de 16 bilhões de euros, realizada no ano passado, representa o movimento mais significativo em uma onda de consolidação que está redefinindo o cenário bancário italiano. No entanto, a estratégia para o grupo combinado gerou um embate entre o CEO do MPS, Luigi Lovaglio, e o investidor Francesco Gaetano Caltagirone. Através do controle do Mediobanca, o MPS consolidou-se como o maior acionista da Assicurazioni Generali S.p.A., a maior seguradora do país.

A incerteza sobre o futuro da liderança do banco aumentou após o conselho do MPS votar contra um novo mandato para Lovaglio, cujo período à frente da instituição encerra em abril. Apesar de ter transformado os resultados do banco desde 2022 e contar com o apoio da Delfin, veículo de investimento da família Del Vecchio, Lovaglio enfrentou a oposição de Caltagirone, que não considerava a fusão com o Mediobanca como uma prioridade imediata.
O mercado aguarda agora a definição da relação de troca de ações, que foi adiada para 10 de março, gerando volatilidade nos papéis da instituição. Representantes do MPS devem participar da conferência anual da Morgan Stanley sobre o setor financeiro europeu em Londres, no Reino Unido, na próxima semana, para discutir a estratégia com investidores globais.

