Monte dei Paschi deve retirar poderes ao CEO Lovaglio
O conselho do Monte dei Paschi deve retirar os poderes de Luigi Lovaglio. A medida ocorre após o CEO tentar a reeleição sem o apoio da administração do banco.
O conselho de administração do Monte dei Paschi di Siena (MPS) deve remover os poderes executivos do presidente-executivo Luigi Lovaglio. A movimentação ocorre após o executivo tentar garantir um novo mandato, apesar da oposição formal do conselho. Embora a decisão não tenha sido finalizada em uma reunião realizada na última segunda-feira, fontes próximas ao assunto indicam que as discussões serão retomadas nesta terça-feira para formalizar a permanência de Lovaglio no cargo, mas destituído de suas funções de comando. Lovaglio atua simultaneamente como CEO e diretor-geral do terceiro maior banco da Itália. O conselho busca agora uma solução adequada para ambas as funções, visto que o mandato atual do executivo de 70 anos expira no próximo mês. No último sábado, a acionista PLT Holding indicou Lovaglio para uma nova gestão, desafiando a decisão prévia do conselho, que já havia proposto três nomes alternativos para a sucessão. A crise de governança ocorre em um momento de transição para o MPS, que foi resgatado pelo governo em 2017 e retornou ao setor privado entre 2023 e 2024. Sob a liderança de Lovaglio, que assumiu em 2022, o banco passou por uma profunda reestruturação. No entanto, o executivo perdeu o apoio do conselho e entrou em conflito com grandes investidores ao acelerar planos para consolidar o controle sobre o Mediobanca Banca di Credito Finanziario S.p.A.. No ano passado, o MPS surpreendeu o setor financeiro ao adquirir 86% do capital do banco de investimento. O estopim para a atual crise teria sido a intenção de Lovaglio de comprar os 14% restantes da instituição para fechar seu capital. Diante do impasse, o conselho chegou a considerar a renúncia do CEO, embora uma demissão sumária seja vista como uma opção remota no momento. O Banco Central Europeu (BCE) preferiu não se manifestar sobre a disputa interna na instituição financeira.










