Maersk suspende rotas pelo Canal de Suez e Bab el-Mandeb
A Maersk suspendeu a navegação pelo Canal de Suez e Estreito de Ormuz devido à instabilidade regional. Navios serão desviados pelo Cabo da Boa Esperança.
A gigante de transporte marítimo A.P. Møller - Mærsk A/S anunciou neste domingo a suspensão imediata de suas passagens pelo Canal de Suez e pelo Estreito de Bab el-Mandeb. A empresa, com sede na Dinamarca, informou que as embarcações serão redirecionadas para a rota mais longa ao redor do Cabo da Boa Esperança devido à escalada do conflito militar na região. O agravamento da segurança ocorre após ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, o que gerou instabilidade nas principais rotas comerciais do Oriente Médio. Em comunicado oficial, a companhia detalhou a mudança estratégica.
Devido à deterioração da situação de segurança na região do Oriente Médio após a escalada do conflito militar, decidimos pausar as futuras navegações Trans-Suez pelo Estreito de Bab el-Mandeb por enquanto.

A decisão representa um revés para a logística global, já que a Maersk havia iniciado recentemente um retorno gradual ao Canal de Suez. Esse movimento era visto como um passo fundamental para encerrar dois anos de interrupções causadas por ataques de rebeldes Houthis do Iêmen contra navios mercantes. A empresa reforçou que a segurança das tripulações e das cargas permanece como prioridade máxima.
Continuaremos a monitorar a situação de perto e a tomar todas as medidas necessárias.
Além das rotas do Mar Vermelho, a Maersk também suspendeu todas as travessias pelo Estreito de Ormuz até novo aviso. A companhia alertou que os serviços que atendem portos no Golfo Arábico podem enfrentar atrasos significativos ou ajustes de cronograma. Apesar das restrições de navegação, a gigante dinamarquesa confirmou que ainda está aceitando reservas de carga para destinos no Oriente Médio.
Assim que a situação se estabilizar e as condições de segurança permitirem novamente, continuaremos a priorizar a rota Trans-Suez.
A medida impacta diretamente as rotas que conectam a Índia e o Oriente Médio ao Mediterrâneo e à costa leste dos Estados Unidos. Analistas do setor observam que o desvio pelo sul da África aumenta consideravelmente o tempo de trânsito e os custos operacionais, pressionando ainda mais as cadeias de suprimentos globais já fragilizadas.





